Dados de satélite da agência espacial brasileira mostram que o desmatamento da Amazônia entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 caiu ao menor patamar para esse período desde 2014. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, diz que o país pode registrar seu menor desmatamento desde o início do monitoramento, em 1988, se a tendência se mantiver.
A Amazônia Brasileira Está a Caminho de Seu Menor Desmatamento Já Registrado
A maior floresta tropical do mundo, por muito tempo símbolo de perdas aceleradas, está emitindo sinais de recuperação. Segundo dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados pelo Yale Environment 360 em 18 de fevereiro de 2026, o desmatamento na Amazônia brasileira do início de agosto de 2025 ao fim de janeiro de 2026 caiu ao menor nível para esse período em mais de uma década — o menor número desde 2014. Cerca de 1.336 km² de floresta foram desmatados, uma queda acentuada em relação aos mesmos meses do ano anterior.
A melhora estende uma tendência iniciada quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou ao cargo em 2023 e restabeleceu a fiscalização contra madeireiros, garimpeiros e grileiros ilegais. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi além, dizendo esperar que "a taxa de desmatamento atinja seu menor nível já registrado neste ano, se as tendências continuarem" — um recorde que remontaria ao início do monitoramento sistemático, em 1988.
“Segundo dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados pelo Yale Environment 360 em 18 de fevereiro de 2026, o desmatamento na Amazônia brasileira do início de agosto de 2025 ao fim de janeiro de 2026 caiu ao menor nível para esse período em mais de uma década — o menor número desde 2014.”
A importância disso vai muito além das fronteiras do Brasil. A Amazônia é um dos grandes reservatórios de carbono e motores de chuva do planeta; regiões muito desmatadas da bacia ficam cerca de 3°C mais quentes e recebem cerca de 25% menos chuva durante a estação seca, e estima-se que a umidade da floresta sustente algo como US$ 20 bilhões por ano na agricultura regional. Cada hectare em pé mantém o carbono retido e ajuda a estabilizar as chuvas que alimentam um continente.
Há ressalvas honestas. Os números de satélite quase em tempo real podem variar conforme as estações, e o resultado de longo prazo dependerá de pressões econômicas, da expansão de estradas e infraestrutura e da crescente ameaça de incêndios causados pela seca — outras reportagens notaram que, mesmo com a queda do desmatamento, os incêndios dispararam em partes da bacia. Mas a direção é inconfundível e duramente conquistada. Depois de anos em que as perdas da Amazônia dominaram as manchetes, o Brasil está mostrando que uma fiscalização determinada pode dobrar a curva de volta a favor da floresta — e talvez rumo ao menor desmatamento que o país já registrou.
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Good News Good Vibes. (2026, February 18). Brazil's Amazon Is on Track for Its Lowest Deforestation on Record. Retrieved from https://goodnewsgoodvibes.com/pt/article/brazil-amazon-deforestation-lowest-on-record-pace-2026
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Última revisão: 18 de fevereiro de 2026
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