O snowboarder paralímpico norte-americano Mike Schultz perdeu a perna esquerda após um acidente de corrida em 2008, então projetou sua própria prótese e fundou uma empresa cujo equipamento adaptativo deveria ser usado por cerca de 25 atletas nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 — muitos deles seus concorrentes diretos.
O snowboarder paralímpico que constrói as próteses com que seus rivais competem
A maioria dos atletas mede o sucesso pelas medalhas que conquista. Mike Schultz mede por algo mais raro: quantas das pessoas que o vencem estão competindo com equipamentos que ele mesmo projetou. O snowboarder paralímpico norte-americano perdeu a perna esquerda acima do joelho após um acidente durante uma competição de snowmobile em 2008 — e, em vez de aceitar as próteses disponíveis na época, decidiu construir a sua própria.
“Minha mente sempre pensou de forma mecânica, desde muito cedo, e sempre me fascinou entender como as coisas funcionam”, diz Schultz. Esse instinto o levou a desenvolver uma prótese de perna com absorção de impacto ajustável e amortecimento hidráulico projetado para imitar a ação dos músculos do quadríceps, adaptável para a perna da frente ou de trás e para o estilo de cada atleta. Em 2010, ele transformou o projeto em uma empresa, e seu equipamento esportivo adaptativo se espalhou pela modalidade.
“Mike Schultz mede por algo mais raro: quantas das pessoas que o vencem estão competindo com equipamentos que ele mesmo projetou.”
Nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, estimava-se que cerca de 25 atletas paralímpicos competiriam com equipamentos que ele ajudou a criar. Ex-campeão paralímpico de snowboard — com ouro no snowboard cross e prata no banked slalom em PyeongChang 2018, e prata no snowboard cross em Pequim 2022 —, Schultz ocupa hoje o curioso cruzamento entre competidor e fornecedor, disputando provas contra atletas cujas pernas ele mesmo projetou.
Para ele, isso não é um conflito, mas um motivo de orgulho. “Estando no pódio ou não, eu sei que alguém que usa nosso equipamento vai estar”, afirma. É um tipo raro de espírito esportivo — aquele em que o maior legado de um campeão não são apenas as provas que venceu, mas os muitos rivais que ele ajudou a chegar até a linha de largada.
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Good News Good Vibes. (2026, June 12). The Para snowboarder who builds the prosthetic legs his rivals race on. Retrieved from https://goodnewsgoodvibes.com/pt/article/mike-schultz-biodapt-prosthetics-para-snowboarders-milano-cortina-2026
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Última revisão: 12 de junho de 2026
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