Lucas Pinheiro Braathen conquista a primeira medalha olímpica de inverno do Brasil e da América do Sul
Em 14 de fevereiro de 2026, o brasileiro Lucas Pinheiro Braathen venceu o slalom gigante masculino em Milão-Cortina 2026, superando o campeão Marco Odermatt para conquistar a primeira medalha olímpica de inverno da América do Sul.
EsportesEquipe Editorial GNGV5 min leituraRevisado em 28 de setembro de 2026
Em 14 de fevereiro de 2026, no Centro de Esqui de Stelvio, o brasileiro Lucas Pinheiro Braathen gravou seu nome na história olímpica. Ao vencer o slalom gigante masculino, o atleta de 25 anos deu ao Brasil e a toda a América do Sul sua primeira medalha em Jogos Olímpicos de Inverno.
A prova foi emocionante. Braathen fez uma primeira descida fulminante, quase um segundo à frente do pelotão, e depois manteve a calma na segunda para terminar 0,58 segundo à frente do suíço Marco Odermatt, campeão olímpico em título, com Loïc Meillard ficando com o bronze. Seu tempo combinado de 2 minutos e 25 segundos coroou uma sequência de dez resultados consecutivos entre os cinco primeiros antes dos Jogos.
A história de Braathen é de identidade e pertencimento. Nascido em Oslo, filho de mãe brasileira e pai norueguês, ele inicialmente competia pela Noruega e conquistou medalhas na Copa do Mundo antes de se afastar do esporte em 2023. Voltou em 2024 para competir pelo Brasil, o país natal de sua mãe, escolhendo honrar essa herança. Essa decisão transformou uma jornada pessoal em um marco nacional.
Para um país sem tradição em esportes de inverno e quase sem neve, o ouro é muito mais do que um resultado no placar. É a prova de que talento e determinação podem florescer em qualquer lugar e de que o mapa de quem pertence ao topo dos esportes de inverno ainda está sendo redesenhado. A vitória de Braathen deve inspirar uma nova geração de jovens brasileiros a sonhar além dos limites que outros possam impor.