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Portugal Lidera UE com Mais de 80% de Eletricidade Renovável em Janeiro de 2026

Portugal subiu ao topo do ranking de energia renovável da UE, com impressionantes 80,7% de sua eletricidade em janeiro de 2026 proveniente de fontes renováveis — o melhor resultado do país em nove meses e uma demonstração poderosa do que a transição energética limpa representa na prática.

Meio AmbienteEquipe Editorial GNGV4 min leituraRevisado em 28 de setembro de 2026

Portugal demonstrou mais uma vez sua posição como líder global em energia renovável, com a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) relatando que notáveis 80,7% da eletricidade gerada no país em janeiro de 2026 veio de fontes renováveis. Esse número coloca Portugal no topo do ranking da UE para o mês, à frente de líderes tradicionais em energia limpa como a Dinamarca.

A conquista é particularmente notável considerando que vem apenas nove meses após Portugal ter experimentado um apagão massivo que provocou caos nacional e levantou questões sobre a estabilidade da rede. O fato de o país ter se recuperado tão fortemente — e com um percentual renovável tão alto — demonstra a resiliência e maturidade da infraestrutura de energia limpa de Portugal.

A matriz de energia renovável de Portugal é impressionantemente diversificada. Energia eólica, solar e geração hidrelétrica contribuíram significativamente para o total de janeiro, demonstrando que a estratégia de energia limpa do país não depende de uma única tecnologia. Essa diversificação fornece resiliência crucial contra a variabilidade climática.

No contexto europeu mais amplo, o desempenho de Portugal faz parte de uma tendência encorajadora. A Noruega liderou globalmente com 96,3% de produção de eletricidade renovável, enquanto a Dinamarca alcançou 78,8%. Juntos, esses países estão provando que altos percentuais de energia renovável são não apenas teoricamente possíveis, mas praticamente alcançáveis.

Para Portugal, um país que importa todos os seus combustíveis fósseis, a transição para renováveis representa não apenas uma vitória ambiental, mas econômica e estratégica. Cada quilowatt-hora gerado a partir de vento, sol ou água é um a menos que precisa ser comprado de mercados internacionais a preços voláteis.

Fontes

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