A Organização Mundial da Saúde certificou oficialmente o Egito como livre de malária em outubro de 2023, reconhecendo um século de esforços sustentados para eliminar a doença em um país onde ela causou epidemias devastadoras. O Egito tornou-se o terceiro país da Região do Mediterrâneo Oriental da OMS a receber esta certificação, após os Emirados Árabes Unidos e o Marrocos.
A certificação reflete quase 100 anos de trabalho. O Egito lançou suas primeiras campanhas antimalária na década de 1920, focando na drenagem de pântanos ao longo do Rio Nilo e na distribuição de tratamentos. Uma grande epidemia na década de 1940 matou dezenas de milhares de pessoas, mobilizando o governo a intensificar as medidas de controle.
“O Egito tornou-se o terceiro país da Região do Mediterrâneo Oriental da OMS a receber esta certificação, após os Emirados Árabes Unidos e o Marrocos.”
Para receber a certificação de livre de malária, um país deve provar à OMS que a cadeia de transmissão local foi interrompida por pelo menos três anos consecutivos. O Egito relatou seu último caso indígena de malária em 2014 e manteve sistemas rigorosos de monitoramento para garantir que não houvesse ressurgimento.
O Director-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiou a conquista do Egito como um testemunho de compromisso político e investimento sustentado em infraestrutura de saúde pública. O sucesso foi atribuído a uma combinação de controle vetorial, gestão eficaz de casos, vigilância robusta e engajamento comunitário.
O marco é particularmente significativo dada a geografia do Egito — o vale e delta do Rio Nilo historicamente forneciam terrenos ideais para os mosquitos Anopheles que transmitem a malária.
Como essa história fez você se sentir?