CERN Descobre Novo Estado de Pentaquark
Físicos do Grande Colisor de Hádrons do CERN identificaram uma configuração de pentaquark nunca antes vista, um passo rumo à compreensão de como os quarks se ligam em combinações exóticas além de prótons e nêutrons comuns.
CiênciaEquipe Editorial GNGV5 min leituraRevisado em 28 de setembro de 2026

Físicos trabalhando no Grande Colisor de Hádrons do CERN anunciaram a descoberta de um novo estado de pentaquark — uma partícula composta por cinco quarks unidos em uma configuração nunca antes observada. A descoberta, publicada esta semana, adiciona uma peça significativa ao quebra-cabeça de como a força nuclear forte opera no nível mais fundamental.
Pentaquarks foram confirmados pela primeira vez em 2015, mas o novo estado apresenta uma combinação incomum de quarks charm e strange organizados de forma que desafia os modelos teóricos existentes. A partícula foi detectada analisando padrões de decaimento de bilhões de colisões próton-próton no Grande Colisor de Hádrons.
A descoberta é particularmente empolgante porque sugere que quarks podem formar estados ligados estáveis de maneiras mais diversas do que se pensava anteriormente. A matéria comum — tudo que vemos ao nosso redor — é construída a partir de partículas contendo dois ou três quarks. Pentaquarks, com sua estrutura de cinco quarks, representam uma forma fundamentalmente diferente de organizar a matéria.
Liupan An, integrante da equipe principal de pesquisa, explicou que o novo pentaquark parece se comportar como uma molécula firmemente ligada de aglomerados menores de quarks, em vez de cinco quarks flutuando livremente juntos. Essa estrutura molecular fornece pistas importantes sobre a força forte, que é notoriamente difícil de calcular a partir de primeiros princípios.
As implicações se estendem também à astrofísica. Compreender a matéria quark exótica é essencial para modelar os interiores de estrelas de nêutrons, onde pressões extremas podem criar configurações exóticas similares.
Os pesquisadores planejam continuar buscando estados exóticos adicionais quando o colisor entrar em seu próximo período de operação de alta luminosidade.