Novo monitoramento do St. Johns River Water Management District mostra que o capim marinho na Lagoa Indian River, na Flórida, cresceu de 9.924 hectares em 2023 para 17.042 hectares em 2025 — um aumento de 72%. Clima mais seco e projetos de restauração com desvio de canais ajudaram a recuperação, embora a cobertura permaneça bem abaixo dos níveis históricos.
Lagoa Indian River, na Flórida, Vê Recuperação de 7.000 Hectares de Capim Marinho
Durante anos, a Lagoa Indian River, na Flórida — um dos estuários com maior biodiversidade da América do Norte — foi símbolo de declínio ecológico, com seus prados de capim marinho dizimados por florações de algas alimentadas pela poluição e pelo escoamento. A perda dessas gramíneas submersas, que alimentam peixes-boi e abrigam peixes e caranguejos, provocou episódios de fome de peixes-boi que alarmaram o país. Agora há uma esperança genuína e mensurável. Segundo monitoramento divulgado em 18 de maio de 2026, a cobertura de capim marinho subiu de 9.924 hectares em 2023 para 17.042 hectares em 2025, um aumento de mais de 7.000 hectares, ou 72%.
As gramíneas não só estão se espalhando como ficando mais densas. Dados do St. Johns River Water Management District mostram que o comprimento médio dos transectos subiu de 84 metros em 2023 para 124 metros em 2025, enquanto a cobertura média por transecto saltou de 3,95% para 10,77%. Na prática, os prados submersos da lagoa estão ao mesmo tempo mais amplos e mais densos — sinal de que o ecossistema está reconstruindo sua base.
“A perda dessas gramíneas submersas, que alimentam peixes-boi e abrigam peixes e caranguejos, provocou episódios de fome de peixes-boi que alarmaram o país.”
Os cientistas atribuem a virada a dois fatores. O clima mais seco reduziu o escoamento de água doce que leva nutrientes e poluição para a lagoa, atenuando as florações de algas que bloqueiam a luz solar. E projetos de restauração com desvio de canais — incluindo os projetos C-54, Fellsmere Main, C-1 e Crane Creek/M-1 — redirecionaram a água de volta para o Rio St. Johns, ajudando a restaurar a hidrologia natural da lagoa.
Os pesquisadores tomam cuidado para não exagerar a conquista. "Vimos um aumento de 72%. Isso é absolutamente fantástico, mas ainda estamos 47% atrás daquela cobertura histórica", disse a Dra. Lorae Simpson, observando que o sucesso real significa voltar à cobertura de 2007–2009. Os ganhos foram maiores na lagoa norte e no Rio Banana, enquanto a lagoa central continua atrasada, com quedas recentes, e o retorno de um clima mais úmido poderia reverter o progresso. Ainda assim, a recuperação mostra que, quando a poluição por nutrientes diminui e os fluxos naturais de água são restaurados, até estuários muito degradados podem começar a cicatrizar.
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Good News Good Vibes. (2026, May 18). Florida's Indian River Lagoon Sees Seagrass Surge Back by 7,000 Hectares. Retrieved from https://goodnewsgoodvibes.com/pt/article/indian-river-lagoon-seagrass-rebound-7000-hectares-2025
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Última revisão: 18 de maio de 2026
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