Pular para o conteúdo

260 Voluntários Realizam a Maior Restauração de Recife de Ostras do Reino Unido perto de Portsmouth

Em Chichester Harbour, perto de Portsmouth, na Inglaterra, 260 voluntários implantaram 20.000 ostras nativas em maio de 2026 — a maior restauração de recife de ostras submarino do Reino Unido. Cada ostra filtra cerca de 165 litros de água por dia, recuperando uma espécie que já prosperou em todo o Solent.

ComunidadeEquipe Editorial GNGV4 min leitura

As ostras nativas já foram tão abundantes nas águas do sul da Inglaterra que alimentavam comunidades inteiras e formavam recifes vastos, repletos de vida marinha. Ao longo do último século, essas populações entraram em colapso, empobrecendo o Solent — o estreito entre o continente inglês e a Ilha de Wight. Em maio de 2026, uma comunidade determinada de 260 voluntários decidiu começar a reverter essa perda de forma espetacular, implantando 20.000 ostras nativas em Chichester Harbour. Como noticiou o Good News Network, é a maior restauração de recife de ostras submarino já tentada no Reino Unido.

O projeto foi liderado pela Blue Marine Foundation em parceria com a Chichester Harbour Conservancy, o Instituto de Ciências Marinhas da Universidade de Portsmouth e o Solent Seascape Project. Os voluntários prepararam e baixaram com cuidado as ostras na água, recriando o tipo de estrutura de recife vivo que um dia definiu o litoral da região. "As ostras nativas eram abundantes em todo o Solent, mas as populações entraram em colapso no último século", disse o Dr. Luke Helmer, do Solent Seascape Project, ressaltando por que o trabalho importa.

Os benefícios de um recife de ostras saudável vão muito além das próprias ostras. Cada ostra nativa pode filtrar cerca de 165 litros de água por dia, limpando o mar enquanto se alimenta. Recifes formados por ostras agrupadas criam habitat para centenas de outras espécies marinhas, de caranguejos e peixes a minúsculos invertebrados, enquanto suas estruturas duras ajudam a proteger as costas da erosão. Restaurar ostras, em outras palavras, restaura todo um bairro subaquático.

O que dá ao projeto sua carga de esperança é que grande parte dele depende de voluntários — pessoas que dedicam seus fins de semana a transportar ostras, preparar gaiolas e monitorar o progresso do novo recife. A restauração marinha pode parecer domínio de cientistas e governos, mas o esforço no Solent mostra que moradores comuns podem ser centrais para trazer de volta um ecossistema perdido. Com 20.000 ostras agora filtrando a água perto de Portsmouth, um litoral que os humanos um dia despojaram começa, com ajuda humana, a se curar.

Fontes

Continue lendo