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Carros elétricos com alta quilometragem têm 25% menos chance de reprovar na inspeção do que os a gasolina, mostram 47 milhões de testes

Uma análise de 47,4 milhões de inspeções veiculares (MOT) no Reino Unido, encomendada pela BVRLA e feita pela New AutoMotive, constatou que carros elétricos com 90 mil a 120 mil milhas foram reprovados em 16,5% das vezes, contra 22,1% dos carros a gasolina comparáveis, e que a taxa de reprovação dos elétricos se estabiliza a partir de cerca de 60 mil milhas.

InovaçãoEquipe Editorial GNGV4 min leituraRevisado em 5 de outubro de 2026

Foto: Robin Stott / Wikimedia Commons (abre em nova aba) · CC BY-SA 2.0

Uma das dúvidas mais comuns na compra de um carro elétrico usado é como ele vai se comportar depois de muitos anos de uso. Uma grande análise feita no Reino Unido traz evidências tranquilizadoras. Ao examinar 47,4 milhões de MOT, as inspeções legais de segurança veicular do país, os pesquisadores constataram que carros elétricos com alta quilometragem são reprovados com menos frequência do que carros a gasolina comparáveis. O estudo foi encomendado pela Associação Britânica de Aluguel e Leasing de Veículos (BVRLA), realizado pela organização independente de pesquisa em transportes New AutoMotive com base em registros oficiais da DVSA e publicado em 22 de setembro de 2026.

A diferença cresce com a distância percorrida. Com baixa quilometragem, entre 20 mil e 40 mil milhas, os resultados foram quase idênticos: 12,0% dos elétricos reprovados, contra 11,7% dos carros a gasolina. Mas entre carros de três a oito anos com 90 mil a 120 mil milhas no hodômetro, 16,5% dos elétricos foram reprovados, contra 22,1% dos a gasolina, o que torna os elétricos cerca de 25% menos propensos a reprovar quando se consideram idade e quilometragem. Acima de 120 mil milhas, os números foram 16,0% e 23,5%. A taxa de reprovação dos elétricos se estabilizou em torno de 16% a partir de cerca de 60 mil milhas, enquanto a dos carros a gasolina e a diesel continuou subindo.

Os pesquisadores apontam a simplicidade mecânica do sistema de tração elétrico e a frenagem regenerativa, que reduz o desgaste dos freios convencionais. Os elétricos também registraram menos defeitos de suspensão entre 60 mil e 90 mil milhas, e 94,6% deles ainda voltavam para a inspeção aos 15 anos de idade, contra 88,1% dos carros a gasolina.

"Um carro elétrico bem cuidado e com quilometragem mais alta pode ser um usado extremamente durável", disse Toby Poston, à frente da BVRLA. Ben Nelmes, à frente da New AutoMotive, acrescentou: "A alta quilometragem não é um indicador de mau estado da forma como os compradores tradicionalmente imaginam."

Há ressalvas importantes. Os elétricos tiveram cerca de 1,8 vez mais defeitos nos pneus do que os carros a gasolina, e o MOT verifica apenas as condições legais de circulação: não mede a saúde da bateria, sua degradação nem o desempenho de recarga, que os compradores devem avaliar à parte. Ainda assim, à medida que mais carros elétricos chegam ao mercado de usados, os dados sugerem que uma quilometragem alta não precisa ser motivo para descartá-los.

Por que importa

A confiança nos elétricos usados ajuda mais pessoas a deixar a gasolina a um custo acessível, e esses dados contrariam o medo de que os elétricos se desgastem rapidamente com a quilometragem.

Fontes

O que você pode fazer

Se estiver pensando em comprar um elétrico usado, peça um relatório sobre a saúde da bateria além do histórico de inspeções e verifique os pneus.

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