Shanti Pereira se torna a primeira mulher bicampeã dos 200 m nos Jogos Asiáticos
A singapurense Shanti Pereira venceu os 200 m dos Jogos Asiáticos de Aichi-Nagoya com a melhor marca da temporada, 22s78, e se tornou a primeira mulher da história da prova a defender o título asiático.
EsportesEquipe Editorial GNGV4 min leitura

Shanti Pereira escreveu seu nome na história dos Jogos Asiáticos. Em 27 de setembro de 2026, no Estádio Paloma Mizuho, em Nagoya, no Japão, a velocista de Singapura venceu os 200 metros femininos com 22s78, sua melhor marca da temporada, e se tornou a primeira mulher bicampeã consecutiva da prova nos Jogos Asiáticos. Ela havia conquistado o título pela primeira vez nos Jogos de Hangzhou, realizados em 2023.
A final foi apertada. A chinesa Chen Yujie liderava na reta final, mas Pereira acelerou e passou à frente para ficar com o ouro. Chen terminou em segundo, com 22s93, e a indiana Harita Bhadra levou o bronze, com 23s20. Foi a segunda medalha de Pereira nos Jogos, depois da prata nos 100 metros no início da semana.
Aos 30 anos, ela chegou a Nagoya como a mulher mais rápida da Ásia nos 200 metros na temporada e fez o melhor tempo das eliminatórias em 26 de setembro, com 23s10. Ainda assim, a final veio depois de quatro corridas em poucos dias, e ela admitiu estar cansada. A cabeça fez a diferença. “Cheguei hoje sabendo que era o meu dia. Nada nem ninguém ia me impedir de conquistá-lo”, disse Pereira.
O caminho até aqui não foi simples. Pereira já falou sobre como superou a ansiedade em competições quando era jovem e agradeceu ao técnico Luis Cunha, à família e ao noivo, Tan Zong Yang, pelo apoio. Ela também é tetracampeã dos 200 metros nos Jogos do Sudeste Asiático, e seus resultados ajudaram a colocar a velocidade de Singapura no mapa.
Em casa, a vitória foi celebrada no mais alto nível: o presidente Tharman Shanmugaratnam e o primeiro-ministro Lawrence Wong estiveram entre os que a parabenizaram pela histórica defesa do título. Para jovens atletas de Singapura e de todo o Sudeste Asiático, a regularidade de Pereira é um exemplo poderoso: uma campeã que continuou evoluindo, soube lidar com a pressão e brilhou quando mais importava.
Por que importa
A defesa histórica do título mostra como apoio contínuo e resiliência podem levar atletas de países com menor tradição esportiva ao topo da velocidade asiática.
Fontes
O que você pode fazer
Leia a reportagem completa da prova na fonte e procure clubes de atletismo locais se você ou algum jovem que conhece quiser experimentar a velocidade.