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Alemanha publica roteiro para eliminar carvão, petróleo e gás do setor de energia até 2045

Apresentado na Assembleia Geral da ONU, o plano alemão detalha como eletricidade, transportes, aquecimento e indústria vão abandonar os combustíveis fósseis até 2045, tornando a Alemanha o terceiro país europeu, depois de França e Países Baixos, a publicar um roteiro assim. Ativistas elogiaram, mas pedem mais rapidez.

Meio AmbienteEquipe Editorial GNGV5 min leitura

Foto: Philip May / Wikimedia Commons (abre em nova aba) · CC BY-SA 3.0

A maior economia da Europa colocou uma data para deixar os combustíveis fósseis para trás em seu sistema energético. Em 23 de setembro de 2026, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, a Alemanha publicou um roteiro nacional para eliminar carvão, petróleo e gás do setor de energia até 2045. Carsten Schneider, à frente do Ministério do Meio Ambiente, apresentou o plano: “É importante garantir que a transição para longe dos combustíveis fósseis continue no topo da agenda internacional.”

O plano abrange quatro grandes áreas: eletricidade, transportes, aquecimento e indústria. Na geração de energia, as renováveis forneceram cerca de 55% da eletricidade da Alemanha no ano passado, e o governo quer que essa fatia chegue a pelo menos 80% até 2030, inclusive com a instalação de 2.000 novas turbinas eólicas. Todas as usinas a carvão devem fechar até 2038, no máximo, e o governo estuda antecipar essa data para 2035.

Nos transportes, o roteiro prevê 2,8 bilhões de euros em subsídios para veículos elétricos e a meta de que todos os carros novos sejam elétricos até 2035. Nos edifícios, bombas de calor devem substituir caldeiras a gás e a óleo, e os fornecedores de combustíveis para aquecimento terão de garantir que 60% do que vendem seja neutro em carbono até 2040. A indústria deve migrar para eletricidade e hidrogênio, com captura de carbono para as emissões difíceis de evitar.

A Alemanha é o terceiro país europeu a publicar um roteiro nacional de eliminação dos combustíveis fósseis, depois de França e Países Baixos. A França fixou prazos de 2030 para o carvão, 2045 para o petróleo e 2050 para o gás, enquanto os Países Baixos pretendem “minimizar” o uso de fósseis até 2050, sem datas obrigatórias.

O plano foi recebido com ressalvas. Jennifer Morgan o considerou “bem-vindo”, mas disse que o mundo precisa de uma “eliminação mais rápida, deliberada e justa”, enquanto Laurie van der Burg, da Oil Change International, argumentou que o esforço “não está à altura da realidade da crise”. Sua execução dependerá de financiamento, apoio público e dos próximos governos. Ainda assim, um cronograma detalhado, setor por setor, de uma grande economia industrial dá à transição global para longe dos fósseis uma base concreta sobre a qual construir.

Por que importa

Um plano detalhado e com datas de uma grande economia industrial mostra a outros países como organizar, setor por setor, a saída dos fósseis, embora críticos digam que ele deveria ir mais longe e mais rápido.

Fontes

O que você pode fazer

Leia a análise completa na fonte e, se estiver pensando em trocar o sistema de aquecimento ou o carro, informe-se sobre bombas de calor e opções elétricas disponíveis onde você mora.

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