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Timor-Leste passa de 223 mil casos de malária a zero

Em 24 de julho de 2025, a OMS certificou Timor-Leste como livre de malária, depois que a jovem nação reduziu os casos de mais de 223 mil em 2006 para zero em 2022, sem mortes por malária desde 2015.

SaúdeEquipe Editorial GNGV4 min leituraRevisado em 28 de setembro de 2026

Timor-Leste, uma das nações mais jovens do mundo, conquistou algo notável: a Organização Mundial da Saúde certificou o país como livre de malária em 24 de julho de 2025. A OMS concede a certificação apenas quando uma nação prova que a transmissão local foi interrompida por pelo menos três anos consecutivos — e Timor-Leste superou essa exigência de forma decisiva.

A virada é impressionante. O país registrou mais de 223 mil casos de malária em 2006, quando a doença era uma de suas principais ameaças à saúde pública, e reduziu esse número a zero em 2022. Não há mortes relacionadas à malária desde 2015. Com esta conquista, Timor-Leste se torna o terceiro país da Região do Sudeste Asiático da OMS a ser certificado livre de malária.

O progresso foi construído sobre liderança comprometida, investimento estratégico e forte engajamento comunitário, apoiados por uma parceria com o Fundo Global que remonta a 2003. "O sucesso de Timor-Leste é verdadeiramente inspirador. Mostra o que é possível com liderança comprometida, investimento estratégico e forte engajamento comunitário", disse o diretor-executivo do Fundo Global, Peter Sands. De forma animadora, o país também assumiu seu próprio programa: mais de 80% da equipe do programa de malária, antes financiada externamente, agora é paga com recursos nacionais.

Uma ressalva realista permanece. Como observou Sands, "a malária está em constante evolução", e um país livre de malária deve continuar investindo em vigilância, mosquiteiros de nova geração e diagnósticos para detectar e conter casos importados antes que restabeleçam a transmissão local. Os mosquitos que espalham a doença não deixaram a região. Ainda assim, para uma nação que conquistou a independência apenas em 2002 e enfrentou enormes desafios de desenvolvimento, eliminar um dos mais antigos assassinos da humanidade é uma conquista profunda e esperançosa — prova de que até países com recursos limitados podem vencer essa luta.

Fontes

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