Em abril de 2026, a FDA aprovou o Otarmeni, a primeira terapia gênica para a perda auditiva hereditária causada por variantes do gene OTOF. No estudo CHORD, 16 de 20 pacientes atingiram o desfecho de melhora auditiva, e a Regeneron o oferecerá gratuitamente nos EUA.
No fim de abril de 2026, a Food and Drug Administration dos EUA aprovou o Otarmeni (lunsotogene parvec-cwha), a primeira terapia gênica já liberada para tratar uma forma genética de perda auditiva. Desenvolvida pela Regeneron, destina-se a pacientes com perda auditiva grave a profunda causada por variantes confirmadas nas duas cópias do gene OTOF, de que o corpo precisa para produzir a otoferlina, proteína que ajuda a levar o som do ouvido interno ao nervo auditivo.
A terapia é aplicada como uma infusão cirúrgica única na cóclea, usando um sistema de vírus adenoassociado duplo para entregar uma cópia funcional do gene OTOF. Uma vez no lugar, o ouvido interno pode começar a produzir sua própria otoferlina, reconectando o circuito entre o ouvido e o nervo. É uma abordagem muito diferente dos aparelhos auditivos ou implantes cocleares, que gerenciam o problema em vez de tratar sua raiz genética.
“Desenvolvida pela Regeneron, destina-se a pacientes com perda auditiva grave a profunda causada por variantes confirmadas nas duas cópias do gene OTOF, de que o corpo precisa para produzir a otoferlina, proteína que ajuda a levar o som do ouvido interno ao nervo auditivo.”
A aprovação se baseou no estudo CHORD, com 20 participantes. Dezesseis deles — 80% — atingiram o desfecho primário de melhora auditiva, e os dados de acompanhamento apontaram efeito durador. A surdez ligada ao OTOF é muito rara, afetando apenas cerca de 50 bebês nascidos nos EUA por ano, e a Regeneron anunciou que fornecerá o Otarmeni gratuitamente aos pacientes elegíveis nos EUA, removendo a barreira de custo para o pequeno grupo que pode se beneficiar.
Há limites importantes a lembrar. O Otarmeni funciona apenas para a perda auditiva causada por variantes OTOF, uma pequena fatia de toda a surdez genética, e não ajuda o número muito maior de pessoas cuja perda auditiva tem outras causas. Por ser uma aprovação acelerada, precisará de estudo contínuo para confirmar o benefício de longo prazo. Ainda assim, para crianças que de outra forma cresceriam sem ouvir, uma terapia única capaz de restaurar a audição é um marco profundo — e um sinal de como a terapia gênica começa a alcançar condições antes tidas como permanentes.
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Good News Good Vibes. (2026, April 24). FDA Approves First Gene Therapy for Inherited Hearing Loss. Retrieved from https://goodnewsgoodvibes.com/pt/article/fda-approves-otarmeni-first-gene-therapy-genetic-hearing-loss-2026
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Última revisão: 24 de abril de 2026
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